F.E.B - Identidade

Carteira de Identidade do Escoteiro Severo Vieira Martins avô do Escotista Ronaldo Ferreira Morgado Segundo do 016/RS GE Mar Riachuelo - Rio Grande


Fernando Sabino


Fernando Tavares Sabino *12/10/1923 (BH) +11/10/2004 (RJ)

1934 - Fernando Tavares Sabino entra para o escotismo em MG, onde permanece até os 14 anos. Disse ele em sua crônica "Uma vez escoteiro":
"Levei seis anos de minha infância com um lenço enrolado no pescoço, flor-de-lis na lapela e pureza no coração, para descobrir que não passava de um candidato à solidão. Alguma coisa ficou, é verdade: a certeza de que posso a qualquer momento arrumar a minha mochila, encher de água o meu cantil e partir. Afinal de contas aprendi mesmo a seguir uma trilha, a estar sempre alerta, a ser sozinho, fui escoteiro — e uma vez escoteiro, sempre escoteiro".



Capitulo V do livro “O Menino no Espelho” 1982
Uma Aventura na Selva
Voltei então q me empolgar pelas aventuras de Tarzã ou pelas desventuras de Robinson Crusoé. Tinha vontade de imitá-los. Era pensando em Tarzã que eu subia na mangueira, dava o meu grito da selva e saltava de galho em galho, chegando mesmo a passar, dependurado numa corda como se fosse um cipó, para a mangueira do vizinho, do outros lado do muro. E como se fosse Robinson Cruzoé na sua ilha deserta é que resolvi construí uma cabana no fundo do quintal.

Primeiro finquei quatro estacas de bambu no chão, formando um quadrado. Depois erguias paredes, aproveitando as tabuas de uns caixotes vazios que estavam havia tempos debaixo da escada da cozinha, sem nenhuma serventia. Para isso, usei o martelo o serrote e outras ferramentas de meu pai, que eu já sabia, manejar com alguma habilidade. Aproveitava, é lógico, as horas em que ele não estava em casa, pois papai não gostava que usassem as suas ferramentas. Dizia que a gente depois largava tudo espalhado por ai.

O telhado era feito de uns galhos cruzados, sustentando pedaços de lata de querosene e tampas de latas de biscoito Aymoré. A porta e a janela, também de madeira, tinham dobradiças feitas de pedaços de couro de um sapato velho e se fechava por dentro com uma tramela: um pedacinho de pau que girava, preso por um prego.

Aos poucos foi surgindo a mobília da minha nova morada: uma mesa feita de tábua e quatro pedaços de cabo de vassoura, um banquinho que era outra tabua em cima de dois tijolos, e a cama, que era um saco de aniagem cheio de folhas seca em cima de um jirau improvisado. Algumas prateleiras de papelão e cabides feitos de pregos completavam a arrumação.

Cuidei também de levar para a cabana uma boa provisão de alimentos furtados da despesa: frutas, latas de sardinha, salame, queijo – tudo mais que pudesse comer com auxilio do meu canivetinho, sem precisar de cozinhar.

E passava horas e horas ali dentro,sozinho na minha ilha deserta. Até parecia que ninguém mais sabia das minha existência. As vezes minha mãe me procurava por tudo quanto era canto da casa, e, não me encontrava, mandava a Alzira ir me buscar na cabana:

- Deve estar metido lá dentro, esse menino.

A Cozinheira batia na porta com uma força que ameaçava jogar a cabana no chão, mas eu não abria: ficava quietinha, sem fazer barulho, esperando que ela acabasse desistindo.

Uma noite, enfim, resolvi dormir ali. Pedi que meus pais permitissem, nem pensar: mamãe vivia dizendo, assim que anoitecia:

- Vem pra dentro, menino, olha o sereno!

E papai não se metia; quem mandava nessas coisas era ela.

Para facilitar, pensei em confiar meu plano ao Toninho, mas achei que ele podia querer também dormir na cabana, e ali dentro mal cabia um, quanto mais dois. Então esperei que todos da casa adormecessem, e sai sorrateiramente do meu quarto em direção ao quintal, levando o travesseiro e o cobertor.

Não tive sorte: naquela noite caiu um temporal, com raios e trovoadas. A água da chuva inundou a cabana, a ventania arrancou pedaços do telhado. Encolhido num canto, molhado ate os ossos, tive de esperar o dia clarear, debaixo daquele aguaceiro todo. Acabei pegando uma gripe, por pouco não vira pneumonia. E recebi um castigo bem merecido: fiquei sem sobremesa uma semana.

Meu pai, curioso, no dia seguinte foi ao quintal apreciar a cabana. Elogiou o meu trabalho, mas fez vários reparos: isso aqui você não pregou direito; é lógico que tinha de chover dentro, o telhado não tem inclinação; devia ter cavado um rego ao redor, para a água não entrar por baixo da parede.

- Você tem jeito. Mas precisa de aprender umas coisas.

E disse para minha mãe, na hora do almoço:

- Acho que o escotismo é que vai ser bom para esse menino.

Toninho já era escoteiro, mas eu ainda não tinha idade senão para ser lobinho. Ainda assim, meu irmão me levou para a associação e me alistou.

Em pouco tempo, passei a levar mais que a serio o escotismo. Não tanto pela parte moral – embora não deixasse de ser interessante amar a Deus sobre todas as coisas, ter uma só palavra, fazer uma boa ação todos os dias, ser limpo de corpo e alma, amar os animais e as plantas, respeitar o bem alheio, ser cortez e leal, e outras obrigações dos mandamentos do escoteiro, que a gente jurava cumprir. O que me atraia mesmo era a parte pratica e as distrações: transmitir mensagens à distância pelo código Morse, com o auxilio de um apito ou de uma lanterna (logo consegui decorar o alfabeto), ou por semáfora, com duas bandeiras, como fazem os marinheiros; aprender a dar várias espécies diferentes de nós; acender uma fogueira com apenas um pau de fósforo ou fazer fogo sem fósforo algum; armar uma barraca; orientar-me pelas estrelas; tocar tambor; seguir uma pista em pleno mato – e mil outras coisas próprias dos índios e dos exploradores do oeste.

Duas vezes por semana lá se ia eu para a reunião na sede da associação, todo orgulhoso com meu uniforme de lobinho.

E chegou em fim o dia de realizar o meu grande sonho: participar de um acampamento.

Éramos uns trinta, e eu o único lobinho. Toninho também foi. Ele não devia ter nem doze anos, mas já era monitor da patrulha do Lobo, havia passado na Primeira Classe e conquistado varias especialidades, cujos distintivos ostentava na manga arregaçada da blusa cáqui. Nem por isso parecia pretensioso ou arrogante. Pelo contrario: procurava ser humilde e camarada, um grande companheiro dos demais escoteiros, mesmo os menores como eu. Não era só por ser meu irmão: eu o considerava o meu melhor amigo e ele acabou se tornando para mim uma espécie de instrutor. Era quem me ensinava as coisas. (continua.....)

Filatelia Escoteira


1954 - 02/08 - 1º Acampamento Internacional de Patrulhas - AIP (São Paulo)
Valor Cr$ 1,20

















 




1957 - 01/08 - Centenário de Lord Baden Powell criador do Escotismo
Valor Cr$ 3,30












1960 23/07 - Cinquentenário da Criação do Escotismo no Brasil
Valor Cr$ 3,30










1965 - 17/07 - 1º Jamboree Panamericano - RJ
Valor Cr$ 30,00










1981 - 22/01 -  4º Jamboree Panamericano RS






1982 - 21/08 - 125º Aniversario de Nascimento de B-P e 75º Aniversario do Escotismo








1984 - 13/08 - 65 anos de Fundação do Movimento Bandeirante no Brasil








2001 - 07/01 - 11º Jamboree Panamericano Foz do Iguaçu - PR








2007 - 23/04 - 100 anos de Escotismo 1907 - 2007











2010 - 25/03 -  2001 - 2010 Decada da Cultura da Paz - Homenagem a Zilda Arns









2011 - 39º Conferencia Escoteira Mundial Curitiba-PR







201 - 08 a 12/06 Exposição Nacional de Filatelia Juvenil GE Giaypacaré Lorena-SP






2013 - 100 anos GE Jeorg Black RS 01 Sogipa Brasil

Frases de B-P




" O caminho para se conseguir a felicidade é fazendo as outras pessoas felizes"
" Se tiver o hábito de fazer as coisas com alegria, raramente encontrará situações difíceis."
" Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas aos problemas que tiveram de vencer."
" Não existe ensino que se compare ao exemplo."
" Vale a pena ser bom, mas o melhor é fazer o bem."
" Deixe o mundo um pouco melhor do que encontrou."
" A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros."
" Escotismo é uma escola de cidadania através da destreza e habilidade em assuntos mateiros." 
" Escoteiros do mundo, agora irmãos."
" Devagar, devagarinho que se pega o macaquinho."

Grande Jogo RJ

por Mauricio Moutinho

Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro


1980 - Abril - Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro










1981 - Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro
Semana do Escoteiro - RJ








1982 - 

1983 - 23/04 Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro
Semana do Escoteiro – Campo de Santana - RJ





1984 - 22/04 - Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro 
Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ








1985 - 15/04 - Praça Baden Powell com 600 participantes
1986 - Niterói - RJ
1987 - 26/04 com 1500 participantes
1988 - Novembro - Grande Jogo da Cidade - Niterói - RJ
1989 -
Grande Jogo Regional


1990 - 17/06 Grande Jogo Regional 
"80 do Escotismo no Brasil" Aterro do Flamengo - RJ 207 patrulhas 1300 participantes








1991 - 21/04 Grande Jogo Regional
"50 Anos sem B-P" Aterro do Flamengo - RJ








1992 - Não houve 

1993 - 18/04 Grande Jogo Regional
(Somente Ramo Escoteiro) Ilha de Paqueta - RJ, 47 patrulhas 300 participantes




1994 - Não houve
1995 - 23/04 Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 54 GE 1374 participantes

1996 - 21/04 Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 58 GE 1374 participantes e a primeira participação de 65 Pioneiros








1997 - 27/04 "Uma Visão Mais Ampla" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 48 GE e 1 Distrito Bandeirante 1400 participantes, 15 Clãs 96 pioneiros e 8 Mestres Pioneiro.







1998 - 26/04 "É Tempo de Crescer" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ. 47 GE 1485 participantes.





1999 - 25/04 "Cumprindo a Missão" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 62 GE 2540 participantes pela 1º vez a participação de Lobinhos (agora sim os 4 ramos).

2000 - 25/04 "90 Anos de Escotismo no Brasil" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ 66 GE 2724 participantes





2001 - 22/04 "Ano do Voluntariado" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 66 GE 2738 participantes




2002 - 21/04 " Escotismo em Ação" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 67 GE 2738 participantes







2003 - 27/04 "Por um Mundo Melhor" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 78 GE 1 DB 2926 participantes




2004 - 18/04 "Escoteiros Construindo a Paz" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, participação de 749 Lobinhos, 1068 Escoteiros, 582 Sênior, 148 Pioneiro e 701 Escotista.


2005 - 17/04 "Escotismo e Ciência - Criando Boas Ideias" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 77 GE, 621 Lobinhos, 977 Escoteiros, 483 Sênior, 159 Pioneiro e 619 Escotista.




2006 - 09/04 "Rumo ao Centenário" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 67 GE, 507 Lobinhos, 771 Escoteiros, 468 Sênior, 139 Pioneiro e 493 Escotista.



2007 - 15/04 "Escotismo: 100 Anos Educando para a Paz" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 71 GE, 626 Lobinhos, 790 Escoteiros, 441 Sênior, 151 Pioneiro e 604 Escotista.



2008 - 27/04 "Ano Internacional do Planeta Terra" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 64 GE, 526 Lobinhos, 724 Escoteiros, 324 Sênior, 175 Pioneiro e 573 Escotista.





2009 - 26/04 "Rumo ao Centenário" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 71 GE. 615 Lobinhos, 846 Escoteiros, 416 Sênior, 183 Pioneiro e 628 Escotista.




2010 - 13/06 "100 Anos Educando para a Cidadania" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ





2011 - 16/05 "Simplesmente Escotismo" Quinta da Boa Vista - RJ, 2084 participantes.





2012 - 20/05 "Muitas Origens; Um Só País" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ





2013 - 19/05 "Água: o Mundo que Queremos" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, mais de 3000 participantes.





2014 - 27/04 "Terra: Construindo o Mundo que Queremos" Monumento aos Mortos Pq. Flamengo-RJ





2015 - 17/05 "Rio 450 Anos" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ






2016 - 22/05 "Na Terra do Olimpo" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ







2017 - 07/05 - Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ












2018 - 06/05 - Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ.